Eu me esqueci completamente de deixar aqui as minhas impressões sobre o show da Madonna.
Muito bem... Vamos lá. A Madonna não é mais aquela. Ela é mãe, escreve livros, estuda cabala e salva o mundo das garras do Papa nas horas vagas. Deve ser difícil conciliar tudo isso e ainda pegar uma turnê mundial do porte da The Confessions Tour. Turnê, aliás, que fez muito barulho para nada, ao meu ver.
O show tá tão família, tão comportado e tão subliminar que até dói. E a Madonna lá, arreganhando as pernas que nem uma louca, fazendo guerra de platéia para ver quem é que canta time goes by so slowly mais alto e se crucificando numa cruz gigante de espelhos (vide foto). Tem muita música nova, muita versão diferente de música antiga e muita música eletrônica.
Falando nisso, o tuntz tuntz é um ponto forte do show e ao mesmo tempo fraco. Senti falta de banda, de "barulho de show". Soou muito playback, sabem? Sorry foi o ápice da pseudo-dublagem!
Mas claro que tem muita coisa bacana no show, né? Os dançarinos (homens e mulheres, espertinhos) estão ótimos, dão realmente um show à parte. A parte dos depoimentos é muito legal e a do "passarinho na gaiola" é simplesmente perfeita! Bom para quem aprecia dança, viu? E eu nunca imaginava que ela cantaria Ray of light nesse show... Ótemo!!!
Resumindo tudo: o show é bom, dá para se divertir... Mas por ser Madonna eu realmente esperava mais. Faltou mais figurino (se bem que o Jean-Paul Gaultier mandou muito bem na roupa de disco night), mais performance dela...
(O show tá rolando na HBO. Confiram os horários aqui!)
Culto realizado por Antônio Azevedo em 18:38